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Terça-feira, Novembro 22
A ONDA DO REPLEPLÉ!
O que não é novidade pra ninguém é que os dias de hoje têm sido marcados pelo levantar de uma geração completamente radical contra o pecado.
Termos como ¿desesperados, apaixonados, sedentos, ardentes, incendiados¿ tem sido uns dentre os muitos que nos acostumamos a ver e ouvir. Aliás, quando não ouvimos, até estranhamos.
Nos muitos congressos, existe um povo diferente. Os moveres nos levaram à uma liberdade que nos permite brados, gritos, pulos, corridas inesperadas e atitudes que são sinais de uma liberdade experimentada hoje.
Muitas vezes, me sinto privilegiada por participar desta geração.
Existe muita gente boa neste meio. Muita gente realmente sedenta, ardente, apaixonada e desesperada.
Mas também existem os ¿da onda¿ como em qualquer época.
No tempo que Jesus andava aqui no meio da galera, as multidões o seguiam. E, se existe um sermão que me chama atenção é aquele sobre o pão.
Quando Jesus dá uma palavra mais dura, sobre compromisso, sobre comer dEle, participar dEle e obedecê-lo para ter parte com o Pai, a galera vai saindo de mansinho. Quando Ele termina o sermão somente Seus discípulos estão lá. Ou seja, de multidões, só doze homens são os que realmente se dispõem a pagar o preço.
Bom, o que estou querendo dizer é que existe muita gente hoje envolvida nos ritmos e danças desnecessários para atrair uma glória carnal.
O que temos aprendido é que a glória vem através do fogo. Fogo do Espírito. Fogo consumidor.
Eu não gosto de fogo, sinceramente. Ele deixa marcas quase irreparáveis, deforma tudo por onde passa e mata o que vive. E mesmo que você acenda uma fogueira para se aquecer do frio, jamais você estará no meio do fogo para isso. Você pode até se aproximar, mas sem contato físico com ele.
O fogo queima nossa carne, queima nosso exibicionismo, nosso ego, nossa vontade de expor nosso preparo físico e desenvoltura em passos de dança ou nossas voltinhas com a goela... Antes que a Glória venha, é preciso deixar o fogo deformar nossa vida, nosso caráter, nosso entendimento e conhecimento.
E sem sacrifício não há fogo...
O que mais me entristece é ver como os estádios e congressos estão cheios de sedentos por moveres e não pela Presença permanente de Deus.
Em nenhum dicionário ou nem de longe, a palavra ¿sacrifício¿ foi usada como uma coisa boa. Sacrifício requer coisas que geralmente não queremos abrir mão, significa dor, força e sofrimento.
Dizer a Deus que queremos vê-lO, que queremos mais sua face do que suas mãos é muito bom e pode ser até sincero.
Mas, se queremos tanto a Deus, porque é tão difícil orarmos quinze minutos a sós com Ele em nossos quartos?
Em nossos congressos, nos levantamos tão apressadamente para a primeira ministração que nos esquecemos de agradecer por mais um dia Àquele que nos deu.
Não entendo como alguém que tem sede pode ter a paciência de esperar a próxima festa para experimentar do Vinho.
Até que ponto nossa língua apega-se ao nosso paladar de sede de Deus? Até o congresso acabar e voltarmos à nossa programação rotineira de segunda a sexta?
Quantos jejuns e orações pela madrugada temos feito?
Quantas refeições eu deixei de comer para dar à alguém que precisa?
Ah... Que miserável nossa carne ainda não consumida pelo Fogo Consumidor.
Sem sacrifício não há fogo, sem fogo não há Glória.
E quando ela vier, não existirão belas vozes, bons acordes e lindos passos de dança.
Quando ela vier, existirão corpos ardendo, egos e vontades consumidas.
Taty 10:38 AM
E S C R E V A A Q U I O Q U E A C H O U
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